quarta-feira, 22 de abril de 2015

    Jovens valentes, em uma geração de covardes. 1Reis 21:1-3.

 Uma vinha. 
  Um pequeno pedaço de terra e uma humilde plantação de uvas, era tudo o que Nabote tinha como patrimônio. Era de onde ele retirava seu sustento. Mas não era isso que a tornava tão especial, era o significado dela, o seu valor histórico-familiar, que agregava um sentimento de zelo e de amor por aquele pedaço de terra. Nabote sabia que aquele pequeno pedaço de terra estava carregado do labor e suar de seus antepassados. Seus país haviam dedicado-se para cuidar daquela vinha e a preservaram para que seu filho tivesse uma herança. 
  
 Nós também recebemos de nossos pais uma linda e preciosa herança. A nossa fé! É muito bom termos uma Bíblia completa em nossas mãos com 66 livros, todos divididos e organizados por classificação  textual, com capítulos e versículos. Mas o que muitos não fazem ideia é do trabalho que outros tiveram para que hoje pudêssemos te-la em nossas mãos. A história milenar das Escrituras é acompanhada de suor, lágrimas e sangue! Mas quantos valorizam isso? Quantos que não leem sua Bíblia?! Deixam-na empoeirada em uma estante qualquer... 

  O direito de pregar e assumir a própria fé publicamente também é uma herança que custou muito para os que vieram antes de nós, se no Brasil temos tal direito é porque em algum momento na história desse país, bem como na história de todo o cristianismo alguém teve de sofrer, se arriscar, desafiar barreiras e limites impostos pelo príncipe das trevas e seus aliados. Será que o sangue deles terá sido em vão...? 

Nabote não era apenas proprietário da vinha mas, ele era trabalhador da mesma. Não basta ter uma herança, é preciso cultiva-la. A obra de Deus é uma vinha produtiva e de excelentes frutos mas isso só ocorre se houver quem esteja disposto ao trabalho. Sai da inercia e faça algo útil. Deixe as noites na internet  por noites de oração! Troque as horas de videogame por horas de leitura e estudo da Bíblia. Produza, fale de Jesus, evangelize!

O problema.
  Inocentemente, Nabote ia todos os dias à sua vinha e ali dedicava tempo e esforço para fazer com que o trabalho de seus pais fosse compensado com o seu próprio, o que Nabote não imaginava porém é que Acabe, o rei impio e perverso de Israel, estava de olho em sua pequena vinha. O problema é que aquela pequena plantação estava exatamente ao lado da casa do rei.

  Nós vivemos perto o suficiente de tudo o que pode nos destruir e nos conduzir a uma vida de pecado e comodismo. Na oração sacerdotal o Mestre disse: "Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal". Vivemos em um mundo que se mostra mais pecaminoso e depravado a cada dia. Mas nós não devemos nos encantar com as possibilidades de viver "ao lado do palácio" de Acabe (Satanás), que nosso compromisso com nossa herança e nosso zelo pelo que nos foi dado por nossos pais seja maior que interesses mesquinho e carnais de nosso velho homem. O Diabo não esconde seu interesse em roubar de nós a nossa herança. satanás está de olho no que Deus nos deu. Quer arrancar de nós nosso ministério, nossa comunhão, nossa santidade e compromisso. Lembremo-nos do que nos disse Pedro: " Sede sóbrios e vigiai, Satanás, o vosso adversário anda em derredor, rugindo como leão caçando a quem poça tragar." Vigiemos!

Uma Proposta ousada, uma resposta mais ousada ainda!
  Acabe interessado na herança de Nabote faz-lhe então a proposta: "Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor: ou, se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro."  (1Rs 21:2) Como Acabe achou que poderia comprar aquela vinha, ele até poderia ter dinheiro suficiente para pagar pela terra, mas e a honra, o sentimento, a história, os anos de suor e dedicação que estavam agregados à quela terra?!  Que pretensioso! Mas, não é isso que faz dessa passagem tão importante, não, não é essa a maior lição que tiramos daqui. Embora a ação de Acabe nos faça refletir a reação de Nabote é ainda mais ousada. Ao ser tentado ele responde ao rei: "Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais" (vv 2).
  Mas como assim??? Ele receberia uma vinha "melhor" ou o valor que quisesse e simplesmente disse não... Porque?  Porquê Nabote tinha caráter e propósito! 

   Quanto vale a herança de nossos pais na fé? quanto vale abrir mão do verdadeiro evangelho? A que preço estamos dispostos a abandonar a verdade, os valores e conceitos da doutrina milenar que nossos antepassados tiveram a coragem de preservar a custo de perdas, renuncias, perseguições e sofrimentos? Que nossa resposta às propostas mundanas e aos apelos do pecado seja sempre um sonoro e claro NÃO! 

  O ápice da covardia vs a coragem de um valente!
  
A coragem de Nabote com certeza desagradou muito a Acabe. Por conta disso Jezabel, a maligna rainha prometeu ao seu marido que a vinha seria dele a qualquer custo. Para tanto, ela mandou forjarem um falso julgamento contra Nabote para sentencia-lo   à morte! Esse foi o ápice da covardia de Jezabel e Acabe! O próprio Deus se moveu e enviou o profeta Elias para dar o ultimado divino aos assassinos! 

  Nossa fidelidade incomoda a muita gente. Tiago disse que qualquer um que quiser viver uma vida piedosa em Cristo deveria estar certo de que padecerá perseguições! Um evangelho aplaudido pelo mundo não é evangelho! Muito tem se feito covardes por não ter coragem de defender sua fé. Falta de atitudes e ações em defesa do evangelho significa covardia. Há ainda os covardes externos, que como acabe e Jezabel estão dispostos a perseguir os compromissados. Grupos extremistas, terroristas, Estados opressores, ideologias ateístas, o darwinismo e muitos outros que prendem, caluniam, torturam, reprimem, e até matam, pelos meios mais cruéis, aqueles que com valentia e bravura estão prontos a viver para defender sua fé, e morrer por ela, se preciso for!
  Seja forte, seja valente no meio dessa geração de covardes! 



terça-feira, 9 de dezembro de 2014


  A sabedoria do lenhador de Max Lucado

 Era uma vez um velho homem que vivia em uma pequena aldeia. Apesar de pobre, ele era invejado por todos, pois ele possuía um lindo cavalo branco. Até o próprio rei cobiçava o seu tesouro. Um cavalo como este nunca havia sido visto antes, tal era o seu esplendor, sua majestade, sua força.
As pessoas ofereciam preços fabulosos para o cavalo, mas o velho sempre se recusou. “Este cavalo não é um cavalo para mim “, ele diria a eles. “É uma pessoa. Como você poderia vender uma pessoa? Ele é um amigo, e não uma posse. Como você poderia vender um amigo? ” O homem era pobre e a tentação era grande. Mas ele nunca vendeu o cavalo.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. Toda a vila veio vê-lo. “Você, velho idiota,” eles zombavam, “nós dissemos-lhe que alguém iria roubar seu cavalo. Avisamos que você seria roubado. Você é tão pobre. Como você ia conseguir proteger um animal tão valioso? Teria sido melhor ter vendido ele. Você poderia ter conseguido qualquer preço que você queria. Nenhuma quantia teria sido muito alta. Agora o cavalo se foi, e você foi amaldiçoada com o infortúnio. “
O velho respondeu: “Não falem tão rápido. Digam apenas que o cavalo não está na cocheira. Isso é tudo que sabemos; o resto é julgamento. Se eu fui amaldiçoado ou não, como você pode saber? Como você pode julgar? “
As pessoas contestavam, “Não tente fazer com que nós pareçamos tolos! Nós podemos não ser filósofos, mas a grande filosofia não é necessário. O simples fato de que seu cavalo se foi é uma maldição.”
O velho falou de novo. “Tudo o que sei é que o estábulo está vazio e o cavalo foi embora. O resto eu não sei. Quer seja uma maldição ou uma bênção, eu não posso dizer. Tudo o que podemos ver é um fragmento. Quem pode dizer o que virá a seguir? “
As pessoas da aldeia riram. Eles pensaram que o homem era louco. Eles tinham sempre achado que ele era um idiota, se ele não fosse, ele teria vendido o cavalo e vivido com o dinheiro. Mas ao invés disso, ele era um pobre lenhador, cortando lenha, e a arrastando para fora da floresta para vendê-la. Ele viveu na miséria da pobreza e agora, ele provou que ele era, de fato, um bobo.
 Após quinze dias o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. Ele não só voltou, mas trouxe uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Mais uma vez o povo da aldeia se reuniu em torno do lenhador e disse. “Velho, você estava certo e nós que estávamos errados. O que pensavamos que era uma maldição foi uma bênção. Por favor, perdoe-nos.”
O homem respondeu: “Mais uma vez, vocês vão longe demais. Digam apenas que o cavalo está de volta. Falem apenas que uma dúzia de cavalos voltaram com ele, mas não julguem. Como vocês sabem se isso é uma benção ou não? Vocês podem ver apenas um fragmento. A menos que você conhece a história inteira, como pode julgar? Você lê apenas uma página de um livro e pode julgar o livro todo? Você lê uma única palavra de uma frase e pode entender a frase inteira?
 ”A vida é tão vasta, mas vocês julgam uma vida inteira com apenas uma página ou uma palavra. Tudo que vocês tem é um fragmento! Não diga que isto é uma bênção. Ninguém sabe. Estou contente com o que eu sei e não estou perturbado com aquilo que eu não sei.”
“Talvez o velho esteja certo”, disseram um ao outro. Então eles disseram pouco. Mas no fundo, eles sabiam que ele estava errado. Eles sabiam que era uma bênção. Doze cavalos selvagens vieram com um cavalo. Com um pouco de trabalho, os animais poderiam ser amançados e treinados e vendidos por muito dinheiro.
 O velho tinha um filho, um filho único. O jovem começou a treinar os cavalos selvagens. Depois de alguns dias, ele caiu de um dos cavalos e quebrou as duas pernas. Mais uma vez os moradores se reuniram em torno do homem velho e lançar as suas opiniões.
 ”Você estava certo”, disseram eles. “Você provou que estava certo. Os doze cavalos não eram uma bênção. Eles eram uma maldição. Seu único filho fraturou as pernas, e agora na velhice não tem ninguém para ajudá-lo. Agora você está mais pobre do que nunca.”
 O velho falou de novo. “Vocês estão obcecados por julgamento. Não vão tão longe. Digam apenas que meu filho quebrou as pernas. Quem sabe se isso é uma benção ou uma maldição? Ninguém sabe. Temos apenas um fragmento. A vida vem em fragmentos. “
 Aconteceu que, algumas semanas depois, o país entrou em guerra contra um país vizinho. Todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar no exército. Apenas o filho do velho foi excluído, porque ele estava machucado. Mais uma vez as pessoas se reuniram em torno do homem velho, chorando e gritando, porque seus filhos tinham sido tomados. Havia pouca chance de que eles voltariam. O inimigo era forte, e que a guerra seria uma luta perdida. Eles nunca veriam seus filhos novamente.
 ”Você estava certo, meu velho”, eles choraram. “Deus sabe que você estava certo. Isto é a prova. O acidente de seu filho foi uma bênção. Suas pernas podem estar quebradas, mas pelo menos ele está com você. Nossos filhos se foram para sempre.”
 O velho falou de novo. .. “É impossível falar com vocês. Vocês sempre querem tirar conclusões. Ninguém sabe. Digam apenas isto: Seus filhos tiveram que ir para a guerra, e o meu não. Ninguém sabe se isso é uma benção ou uma maldição, ninguém é sábio o suficiente para saber. Só Deus sabe. “

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A verdade sobre Povos Não Alcançados.

Vivemos em um tempo de relativa abastança para a maioria das igrejas evangélicas no Brasil e na grande maioria dos países ocidentais. Hoje os evangélicos tem crescido muito, são milhares e até milhões de conversões por ano. Pessoas de todas as classes e de todos os níveis tem sido alcançadas. Com tal avanço a igreja tem conquistado cada vez mais espaço em meio à sociedade. Não é raro vermos evangélicos ocupando lugares importantes nas mais diversas áreas, como na política, TV, rádio, ciências, esporte, educação e etc. Esse avanço porem não tem influenciado em nada o alcance dos povos sem o evangelho. Porque? 

   É um fato que há uma diferença gritante entre a igreja de hoje e a "primitiva" igreja do tempo dos apóstolos. Poderíamos falar de muitos aspectos que nos envergonhariam, mas essa não é a proposta do artigo presente, então voltemos ao assunto principal. Nos dias de Paulo, Pedro, Tiago e João a igreja tinha a importantíssima missão de propagar o evangelho a todos os povos e nações, e é notável o fato de que até o século três eles já haviam conseguido cumprir essa missão mesmo diante de tanta perseguição e com tão poucos recursos. O fato é que eles deixaram tudo por causa da missão que receberam. O chamado de Deus lhes fez viver e morrer pelo ardente desejo de ganhar almas para o reino de seu Senhor. E diante disto nos perguntamos o seguinte: se os cristão "primitivos" alcançaram o mundo todo de sua época em condições tão precárias de recursos, porque é que hoje em nossos dias ainda existem povos não alcançados? Porque a igreja moderna ainda não conseguiu cumprir essa tão importante missão?
  Existem cerca de 2,2 milhões de igrejas evangélicas no mundo e cerca de 12 mil povos não alcançados. Isso nos leva a ver que algo está extremamente errado! 
  Hoje o que não nos falta é condição, temos recursos suficientes para levarmos o evangelho aos que ainda não o receberam. Mas a verdade é que nos falta o mais importante: amor pelas almas e temor à Deus. Hoje é mais importante gastarmos com templos caríssimos e suntuosos de que investirmos em missões. Preferimos ter mais uma cadeira acolchoada na nossa igreja de que mais uma alma salva no Reino de Deus. Preferimos gastar com cosméticos e lazer de que doar para missões. Nossos pastores ganham salários escandalosos enquanto há missionários no campo passando fome!

 A verdade sobre ainda haver povos não alcançados é que as igrejas não estão afim de pregar o Reino de Deus e sim o seu próprio reino. Se as denominações dessem as mãos em busca destes povos eles já teriam sido alcançados. Mas o que as denominações fazem é guerrear entre si, todos querem levar adiante a placa de sua igreja e não a bandeira do evangelho de Cristo. Os pastores não veem almas preciosas, tudo o que eles veem são números para somar à suas igrejas que são geralmente carnais e vazias com crentes convencidos ao invés de convertidos. 
 Essa é a verdade sobre povos não alcançados. Triste, infeliz e vergonhosa verdade. Que o Senhor nos ajude e tenha misericórdia de nós.